domingo, 5 de abril de 2009

Conto de Fadas

Ela se aproximava, pelo seu semblante parecia estar contente em me encontrar.
Passava em minha cabeça o dia em que encontrei com ela próximo ao ponto de ônibus, ela atravessou a rua em minha direção, naquele instante eu gelei. Vários pensamentos disputavam o controle da minha mente. Me limitei a lhe fazer um cumprimento. A atitude que optei por tomar me pertubou o resto do dia.
Com o advento da Internet, tudo ficou mais fácil, mais viável. Dispondo de um programa de conversação por mensagens instantâneas, no dia seguinte ao nosso encontro conversamos sobre o ocorrido. Ela me disse que não havia me visto e que se eu não tivesse tomado a iniciativa de falar com ela, provavelmente ela teria me atropelado. Eu discordei da afirmação dela é claro, e aleguei que se ela tivesse passado tão próximo assim de mim eu a teria segurado. Não era novidade para ela que eu a amava. Ela deu a intender que havia corado, talvez eu não devesse andar por aí fazendo esse tipo de comentário.
Talvez não só eu estivesse pensando nessa conversa, mas ela também, pois seus braços já me convidavam à um abraço. (rsrs)
A dois passos dela, olhei-a nos olhos e pude ver amor e tudo o que eu queria era sentir o calor do seu corpo, o doce sabor dos seus lábios, que nunca beijei. Segurei meu desejo, dominei minha vontade e passei ao seu lado como se nada me pertubasse. Não andei mais que 30 ou 40 centímetros, voltei-me para ela que me olhava. seu semblante de outrora havia dado lugar a perplexidade. Sorri.
Eu estava apenas querendo ver a reação da jovem, que tanto me desiquilibra, e confirmar minhas suspeitas. Ela me desejava tanto quanto eu a desejava. Como podia ela me amar, se jurava estar afim de outro, eu deveria estar louco por estar supondo tal absurdo.
Tornei a caminhar, mas agora em direção a Ela, que me olhava sem compreender, ou compreendia até mais do que eu. Agarrei-a pela cintura, trouxe-a para próximo do meu corpo, sua pela na minha pele. A temperatura se elevava a cada instante, aproximei meu rosto do dela, toquei seus lábios com os meus suavimente, como se pedisse permisão. permissão pra que? Senti seu corpo tremer em meus braços, levei minha boca ao pé de seu ouvido e lhe destilei um beijo seguido de uma jura de amor.
Sua respiração tornavasse mais rápida, parecia fatigada. Acariciando seu rosto tornei a beijá-la, agora com mais entusiamo. Ela murmurou alguma coisa, coisa esta que eu não ouvi. Não houve recusa ao beijo, suponho que fosse desejo seu também. Enquanto nos beijavamos, é nós nos beijavamos sim, ela retribuia a cada manifestação de afeto. Tentei por várias vezes lhe falar do amor que sentia, mas minhas frases não faziam sentido. Eu não a queria soltar e ela não queria que eu a solta-se.
juntos, contrariano a lei da física que define que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço, continuavamos a trocar beijos cálidos.
Aquela história de que quando você encontra o grande amor da sua vida e ao beijá-lo podesse ouvir sinos tocando é a mais pura verdade. Os sinos tocavam. E eu me perdia no encanto da minha Princesa.
TRIMMMMMMMMM
Era o relógio a despertar sentenciando o fim do conto de fadas e início da realidade. Quisera eu que fosse realidade, mas nem tudo na vida é perfeito.

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