O barulho é crescente, as batidas mais fortes, o impacto mais mortal. É a loucura que se acomoda no corpo humano, os pensamentos que se atropelam, a falta de concentração. Puf! Eis mágica, eu diria. O toc-toc na parede desaparece, o único som que agora predomina é o da água que despenca de uma altura de dez metros, não é cachoeira... Está longe de ser.
Recolhido ao canto da parede e aos meus pensamentos, cá estou. Não por opção ou por falta dela. De olhos fechados, os outros sentidos se aguçam. O olhar se perde em sua introspecção, navega-se pelo passado distante, pelo passado recente e projeta-se no futuro, e logo, remete-se ao passado novamente como a selecionar o que melhor agrada ao coração.
A neblina que antes preenchia o campo da visão interior dissipa-se e dá lugar as maravilhas internas.
O lugar é conhecido, mas quando se dorme acordado fica difícil reconhecer o que é verdade e o que não é. Geralmente, vê-se o que deseja ver e não o que deveras aconteceu. Mas até agora não tirei nenhum ponto de seu lugar de origem... E nem pretendo fazê-lo.
Caminhando acompanhado em retorno a casa, com a progenitora a dialogar. O assunto?! Não me recordo, nem se precisasse iria eu lembrar, pois não foi este o fato a que eu vim recordar.
Não vim falar de guerras, de discórdia, não vim falar de dor. Humildemente venho eu cá falar de amor. Não do meu amor ou do seu amor, mas sim do Nosso Amor. Vou falar mais uma vez: “O seu presente e o seu futuro sou Eu, assim como os meus dias são você, para todo o sempre”.
Posso provar. Voltando à visão.
Vieste tu, a flutuar pelas ruas, a entrar em minha vida, novamente, mais uma vez. E a ajudar o pobre Cupido que há muito tempo luta para unir essas duas almas predestinadas. Não demorou muito para que ambos, eu e você, pudéssemos cada qual perceber o outro. A emoção furtou-me a voz, o corpo estático ficou, os olhos fitos na menina-mulher mais incrível da Via Láctea. Enquanto por fora o corpo dava sinais de pane geral, por dentro as emoções fervilhavam, o coração disparava. A possibilidade de conhecer o céu antes da morte definitiva foi posta a prova naquele momento, e não por um cientista famoso, mas por nós.
Ela enrubesceu, senti que talvez eu pudesse tê-la constrangido, mas não podia ter sido isso. Em meu coração sabia que algo havia mudado, não que dá noite para o dia iria chover ouro em meu quintal... rs... Seria sonhar de mais, até mesmo para mim.
Esse mega-acontecimento durou menos de 2 minutos, mas vivi-o como se tivesse sido um diainteiro. Pra mim o que ela sentiu naquele momento ainda é um mistério. Não se pode saber com exatidão o que se passa no coração de outra pessoa, mesma que essa seja o seu complemento, a parte que te falta para ser uma pessoa melhor.
Temos aprendido muito na vida. Cada qual sofreu as transformações necessárias para estarem aptos a receberem do Senhor Cupido as sagradas flechadas do amor eterno.
[Ela] - Amor Eterno?!?!
[Eu] - É, Amor Eterno. Não tenha medo. Sei que não se sente preparada, mas não se preocupe. Vou sempre estar ao seu lado.
[Ela] - Você promete?
[Eu] - sim, meu AmoOr.
“Eu te Amo Eternamente! Se a Eternidade não existir, Te Amarei pela Vida Toda”
Adoreeii....=)
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