domingo, 14 de novembro de 2010

Cinderela???

Era algum dia de um Dezembro remoto, de uma lembrança passada que hoje
vem a minha memória. Nesses momentos em que a vida volta a passar em
nossa cabeça como que se fora um filme nos colocando na posição de juiz
para julgar nossos atos.

Sempre se tem um motivo para remontar o passado, revivê-lo talvez, acho
que o meu motivador desta experiência foi uma foto, uma certa foto que
me fez navegar pelas barreiras do tempo e me transportar para aquela
noite.

Uma foto, só uma foto foi capaz de revirar as caixas de memória e
encontrar as cenas daquelas horas finais do ano. Realmente foi uma noite
com muitas oscilações, momentos bons e ruins, e a vida é o quê senão o
conjunto de momentos simples de grande importância.

Já estavamos a algum tempo próximos, pareciamos querer viver um novo
episódio de nossas vidas e se possível viver o que outrora não havia
sido possível devido as intepéries da vida. Mas nem sempre a vida toma o
rumo que desejamos.

Vieste ela com um casal de amigos nossos e passamos um bom tempo a
conversar e matar a saudade, eu havia sumido, pouco via os amigos, meus
afazeres me consumiam o tempo, o pouco tempo que eu tinha. Passada uma
hora e meia de prosa o casal ausentar-se-ia e ficariamos nós, eu e ela à
sós, pondo os nossos assuntos em dia.

Não fora necessário mais que 2 minutos para que nosso assunto viesse à
tona, e o que mais poderia ser do que nós o próprio assunto?!

A distância entre nós era tão minúscula quanto o tamanho de uma
partícula atômica, era possível sentir a energia percorrendo o corpo,
gerando estática. Fechando os olhos sentia o coração dela bater, como se
estivesse dentro do meu peito, ou talvez nossos corações batessem no mesmo compasso.

Ao pé de seu ouvido, por diversas vezes, murmurei que queria que
ficassemos juntos e que tentassemos novamente, pois já era hora de
conseguirmos viver o que outrora não vivemos. Enquanto murmurava, meus
lábios tocavam seu pescoço provocando-a e atiçando-a. Enfim, entravamos
nós em um jogo.

Entre provocações, abraços, apertos, ela dizia não querer, mas me sorria
tão gentilmente e convidativamente que era como se me disse sim.
Mantive-a presa entre meus braços e procurei beijar-lhe a boca,
entretanto, ela virava-me o rosto e sorria-me como uma crinça travessa, provocando-me ainda mais.

A meia-noite se aproximava e nós nos provocavamos e andavamos para um
lado e para o outro, como se simulassemos estar dançando em meio a rua.
Éramos duas crianças se instigando.

Então chegou a meia-noite e ela se foi. Me senti o princepe de
Cinderela, o qual fora deixado no baile ao tocar dos sinos indicativos
da meia-noite. A diferença é que ele encontrou Cinderela e foi feliz, eu
embora ainda veja quase que diariamente a Princesa desta virada Mágica
nós não nos permitimos sermos felizes juntos.

Mas aprendi que a vida nem sempre é conforme desejamos e temos que aceitar a vontade de Deus, pois ele sabe o momento certo para todas as coisas e antes mesmos que possamos pedir, Ele já sabe do que necessitamos.

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